Tecnologia precisa se humanizar para ajudar a melhorar a mobilidade, dizem especialistas

Especialistas discutiram os problemas e as soluções para cidades como São Paulo durante o Summit Mobilidade 2019

Veículos autônomos, aplicativos que mostram os melhores trajetos, sistemas de compartilhamento de bicicletascarros patinetes. Os avanços tecnológicos revolucionaram a forma como as pessoas se locomovem nos espaços urbanos. Mas a tecnologia, sozinha, não garantirá um trânsito melhor e uma cidade mais amigável se as inovações não forem desenvolvidas de forma integrada e com a participação do cidadão.

A análise é de especialistas em transporte e urbanismo que, nesta quinta-feira, 30, participaram do Summit Mobilidade Urbana 2019, evento promovido pelo Estado em parceria com a 99 em São Paulo. Ao longo de todo o dia, mais de 20 palestrantes apresentaram os mais urgentes desafios das grandes cidades e debateram possíveis soluções para que a mobilidade faça do ambiente urbano um espaço mais inclusivo, seguro e fluido.

Especialistas discutem no Summit Mobilidade Urbana 2019, realizado pelo Estado em São Paulo
Foto: Werther Santana/Estadão

De acordo com os especialistas, é inegável que as tecnologias e os dados gerados por elas trouxeram novas possibilidades de locomoção e negócios. Ainda falta, no entanto, avançar em uma análise mais inteligente (e humanizada) dessas informações. “Inovação não é só tecnologia, grandes obras ou carros autônomos. Em paralelo, a gente precisa pensar nos incentivos que damos para as pessoas mudarem seu comportamento”, destacou Ana Guerrini, diretora de Políticas Públicas e Relações Governamentais da 99.

Uma maior participação das mulheres na elaboração de políticas públicas de mobilidade foi apontada, por exemplo, como uma das mais urgentes necessidades. Em um dos painéis, focado neste tema, as debatedoras ressaltaram que são elas as mais vulneráveis nos espaços urbanos.

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