Medo faz parte da rotina feminina nas cidades

Por insegurança, mulheres ponderam até a roupa que usarão antes de sair de casa

A sensação de insegurança no ato de ir e vir faz com que as mulheres pensem não apenas no tipo de transporte que vão usar. Pode parecer estranho a quem não vive esta realidade, mas a escolha da roupa, da maquiagem, do corte de cabelo e até mesmo da escolha do curso que irão prestar no vestibular muitas vezes são influenciadas pela rotina dos transportes que elas vão usar.

“São decisões tomadas para criar uma sensação de segurança”, explica Juliana de Faria, diretora executiva da ONG Think Olga, que participou do painel “Por elas e para elas” do Summit Mobilidade Urbana.

Questão de gênero. Transporte para elas é mais perigoso
Foto: Werther Santana/Estadão

Maioria. Idealizadora da tecnologia batizada de Nina Mobile e que serve para que mulheres denunciem assédio e outras ameaças, Simony César, que também participou do painel, informou que as mulheres são protagonistas na utilização dos transportes públicos. Segundo ela, em Recife, 65% das mulheres utilizam caminhada e transporte público como meios de locomoção. Dado corroborado por uma pesquisa da ONG Think Olga, segundo a qual, em famílias com salários de até R$ 1,3 mil, 50% dos caminhos que as mulheres precisam fazer são a pé e 28% são de ônibus.

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